terça-feira, 12 de agosto de 2014

Little Tony

    
 Tudo começou com as cartas do Pokémon, jogo de cartas o qual, nunca aprendi a jogar(é mesmo possível jogar aquilo?). O meu único objetivo era tê-las a todas, fazer todas as minis colecções existentes, ter as cartas bónus do cinema, mesmo ter os acessórios ligados à prática do tal jogo que mais não era que uma grande cona complicada. Eu tinha 6 anos e estava a induzir-me no mundo das colecções, pelo menos a sério, porque coleccionar cromos é para cromos e até aos 6 eu fui um cromo desses, no entanto, este jovem coleccionador poderia estar a vestir a pele do diabo. To be continued no parágrafo a seguir.
 

 Eu era um rapaz baixinho, pacato, tinha medo dos gordos e dos mais velhos,  e seria  em média aproximadamente o 17º a ser escolhido em 25(rapazes e raparigas claro) para praticar seja que desporto for. Mesmo quando o professor apontava amigos meus para serem agências de rating do meu nível de coolness e masculinidade(porque os homens são bons no desporto sempre), os lugares entre o 14º e o 20º não me escapavam, por muito que o meu olhar desgraçado e dorido não os movesse para me escolherem.  Para mim era incompreensível que até gordos fossem escolhidos à minha frente, isto porque muitas vezes jogávamos ao mata e as probabilidades de se acertar num gordo são maiores devido ao espaço que ocupam, do que acertar no pequeno António. No entanto, eu não era o pequeno António, mas sim o Little Tony…
 Eu não era o único coleccionador de cartas de Pokémons na minha turma, recordo ver grandes cartas como o Blaistoise, Golem e Gengar, cartas só possível de sair em booster(pacote com 7 cartas). Por muito interessante que uma ou duas cartas raras fosse de ver, uma andorinha não faz a primavera e as cartas deles não faziam uma grande colecção, distantes da primavera que eu fazia crescer. Num intervalo à hora de almoço fui à sala buscar alguma coisa, quando me deparo com a colecção do João em cima da mesa. Poderia ser bastante descritivo no que aconteceu depois desse momento, mas na verdade não há muito para descrever, porque eu com 6 anos sabia que eu estava sozinho na sala, ninguém sabia que tinha ido à sala e eu só lhe levaria a Chancey, sabendo que uma carta desta raridade merecia estar ao pé de outras relíquias e não de cartas comuns e energias. Foi simplesmente oportuno, levei-lhe a carta, o crime perfeito.*For the record, o João nunca soube que perdeu a Chancey porque não lhe ligava, portanto ainda bem que a levei porque eu dei-lhe mais amor*
 Seguiram-se mais idas à sala no intervalo, provavelmente umas 5 ou 6, sempre colhendo as raridades de cada pseudo-colecção. Eu estava a ficar bom naquilo. Ninguém desconfiaria do indefeso António, filho de uma educadora e de um professor, gago quando não calado, tímido e trapalhão socialmente. Eu estava no meu auge, é possível que tenha mesmo tido todas(ou quase todas) as cartas raras das primeiras edições, devido a este pequeno expediente. Ouviam-se boatos que os miúdos do 4º ano teriam ido à nossa sala roubar as nossas cartas. Sim as nossas, porque o pequeno António também tinha perdido um Charizard e um Gyarados tal como ele havia contado aos seus compinchas. Ninguém fez queixas à professora, porque no fundo ninguém queria saber daquilo tanto quanto eu, porque eu era uma criança, mas já vivia aquela coleção, os outros eram simplesmente vítimas da sublimidade do marketing  da empresa do Pókemon no inicio dos ’00.
 A adrenalina que aqueles furtos me traziam eram quase como injeções de auto-confiança e provas para superar o medo de estar a fazer algo errado, mas como havia já dito no texto, eu levei todo o ouro da mina. Numa sexta-feira o Duarte traz o novo deck que comprou e rapidamente quis fazer alarido e popularidade com ele. Era o deck psíquico/elétrico, básico, nada de mais, excetuando o vistoso e sempre magnânimo Mewtwo. Eu já tinha o Mewtwo, não era claramente algo que me interessasse assim tanto, se bem que, lá está, era um Mewtwo, e para o Little Tony era just another day at work quando ao intervalo ele larapiou o Mewtwo que passou a ser Mewmine.
 A tarde passou bem, a bolinha verde era um sinal claro que mais uma vez tinha feito o meu trabalho na sombra e com sucesso, nada surpreendente vindo do Little Tony.  Com a classe terminada vou para a rua esperar algum dos responsáveis pelo meu trajeto seguro até casa, quando isto oiço:”Oh puto anda cá!”. Era o irmão do Duarte, míudo do 4º ano, cara de rufia, jogador de futebol reconhecido pelo meio escolar e consta que até já beija a namorada à frente dos pais. Eu sabia o que significa este oh puto anda cá, estava apavorado de medo, se ele fosse muito gordo correria para não me apanhar, infelizmente não era o caso. Mas eu não estava sozinho, eu tinha o Little Tony, que não é só um ladrão, é também um bom gestor de crise, um diplomata,  que não vai assumir um crime sob qualquer pressão. They’ll never bring me down.
 Acusou-me desde logo de ter roubado a carta, após o irmão ter apresentado queixa pela falta da mesma. Tinha-me visto a entrar na sala de aula à hora do intervalo e alertou-me ainda para o facto daquele baralho ser dele, coisa que desde logo não acreditei. Neguei e comecei a chorar, foi a decisão mais sensata e inteligente que um pequeno mafioso de 6 anos pode fazer perante um colosso daqueles, porque no contexto, eu ainda era o pequeno António que nunca faria uma trafulhice como roubar e só choraria caso me sentisse realmente injustiçado, para não falar que enquanto tivesse a chorar ele não me iria bater e que se continuasse a chorar por mais 5 minutos, algum parente me iria salvar e até mesmo castigar moralmente este miúdo que me acusara de ter roubado.
 Cada segundo demorava horas a passar, quando ele pouco tempo depois do meu começo de choro me diz que me vai verificar os bolsos e a mochila. Era o mínimo que se esperava de um  pré-adolescente, apesar de rufia, ele sabia que se a tivesse roubado a carta a teria comigo. Acertou, eu tinha mesmo a carta comigo, mas ele nunca iria achá-la, porque o seu chapéu da Fubu não lhe permitia estar familiarizado com o fecho interior de muitos modelos de calças da Petit Patapon.  Ainda um pouco nervoso, o Little Tony percebeu que a jogada de fazer uma rusga com insucesso provaria totalmente a sua inocência ao mesmo tempo, que culparia o irmão de Duarte de ter coagido o indefeso garoto, que era eu.
 Prontamente a minha mãe chegou para assegurar o tal transporte seguro até casa. O irmão do Duarte com medo de uma penalização por um ser ainda mais colossal que ele, uma mãe, afastou-se e a partir desse dia todos os dias me falou na escola. Graças à peripécia com o irmão do Duarte, passei inclusive a pertencer ao clube restrito de alunos do 1ºano que poderiam pisar o campo de futebol de asfalto, onde reinavam os craques do 3º e 4º ano, se bem que este passe só foi válido até à minha segunda presença, vez em que por ordem da minha falta de técnica e atleticíssimo fui bravamente humilhado vezes sem conta, o que fez com que o irmão do Duarte não quisesse voltar a contar com o meu préstimo para a sua equipa.
 Depois deste acontecimento a minha vida procedeu normalmente no meio escolar, senti que a minha vida de crime já não compensava mais. Sentia-me como um mafioso reformado a disfrutar da vida justa e sem crime. Hoje em dia sei que procedi mal, mas parte de mim acha que este pequeno mês e meio de Little Tony, foram fulcrais para o meu ganho de autoconfiança e para moldar uma personalidade mais viva e mais forte. Era claramente um daqueles miúdos especiais que com 6 anos não se conseguia integrar num meio escolar, devido às grande diferenças de interesses que existia entre eu e os meus colegas. Este acto de ciganagem aproximou-me do mundo real, onde se rouba, anda-se à porrada, fala-se mal dos outros e vota-se no Zé Maria para vencer o Big Brother. “Humanizou-me”.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

As boas pessoas

Como todo o blog que se preze tem que ter temáticas redundantes, inconclusivas e de cariz pouco ou nada intelectual, eu também estou a contribuir com mais lixo para a lixeira. Lanço então uma visão manhosa sobre as pessoas do bem.
 Ouvi dizer que há por aí blogs porreiros, com assuntos com conteúdo e cenas maradas de pessoal que lê livros, jornais e essas merdas.

 Bem... Nem sei por onde começar com isto, honestly(será que ainda vou a tempo de mudar o tema?). Vá, "calhando" o melhor será dizer o que eu aprecio numa pessoa, para uma melhor compreensão e explicação do que são as boas pessoas, na minha visão claro. Gosto de todas as pessoas iguais a elas mesmas, pessoas que quaisquer que sejam os seus estatutos, educação, religião ou pontaria nos dardos, consigam ser sempre ser elas. Estas pessoas praticamente não existem, porque todos acabamos influenciados com o que nos rodeia, mas, há pessoas com tendências a ser mais ou menos influenciáveis que as outras. Isto no fundo é tão abstracto e concreto ao mesmo tempo, que se alguém tiver a ler isto, o melhor é tomar mesmo um estupefaciente qualquer daqueles que o pessoal das festas nos armazéns e no mato toma, para ver se consegue continuar a ler o resto.

Continuando, após uma pessoa ser o mais igual à sua natureza individual possível, há outras qualidades que para mim prevalecem:

-Le bonne personne(ou lá como as boas pessoas se escreve em francês) é malta que é facilmente julgada por acções e pouco por palavras. As suas acções facilitaram o entendimento e reconhecimento das suas palavras. Um contra-exemplo cliché(e consequentemente de merda) serão aqueles empreendedores que fazem grandes palestras e grandes espectáculos teatrais, mas no fundo motivam pessoas para coisas que eles também não fizeram. Falam sem ter feito. Para mim isso é zero, algo equiparável aos oradores da igreja evangélica  A Nova Ressurreição de Deus Do Novo Tempo. Prefiro ouvir o Jorge Jesus a dizer que é o melhor treinador do mundo e LFV a dizer que vamos ganhar a Champions.
- A complexidade individual também está bastante interligada com as nossas acções. Pessoas complexas e suigenéris(foda-se, usei a última carta na manga com esta) são cativantes e interessantes, retiram-nos do hábito de todo o ser humano ter que ter um estereótipo ou uma classe. That's good too.

-A inocência e ingenuidade também faz parte de um ser puro, logo de uma boa pessoa. Porque vendo bem, estas duas qualidades reflectem a crença das pessoas que as têm na bondade nos outros, que na sua essência é bom. Cair no "queres hash?" no Rossio é estupidez, eu nunca cairia numa merda dessas claro...

-Pouco materialismo. As boas pessoas dão benefício a uma boa conversa ou a um convite para jantar na nossa casa, podendo eu ter pegado em precisamente 12897328691293 exemplos de boas banalidades que reflectem o imaterialismo.

- Simplicidade. Apreciar as pequenas misérias da vida, como uma boa noite de Domingo a ver um programa daqueles com júris e malta afinada do timbre que cantam e passam rondas. Sinceramente nem sei se este exemplo foi a gozar, mal aplicado ou não, mas no fundo a definição de simples é MUITO complexa, por isso nem quero desenvolver o porquê da simplicidade ser um indicio de boapessoísmo. A simplicidade tem contextos, mas qualquer um de nós reconhece quando alguém tem atitudes simplistas.
 Vejam o Zé Maria do Big Brother primordial, ele ganhou e era um simple jack, isto já explica tudo o que eu não consegui explicar.



Só agora que acabei de escrever é que me apercebi que todas as pessoas devem achar o mesmo, não trouxe literalmente nada para esta merda de tema. Tema de merda por tema de merda, cliché por cliché. Talvez o melhor seja mesmo começar a ler as maradices dos livros e jornais, a versão electrónica dos jornais desportivos não estão a dar resultados...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ser Empreendedor: O empreendedorismo e a precariedade no trabalho

 BS: A crónica Ser Empreendedor, parece que vai ser séria, vou diagnosticar aqui problemas e soluções que o empreendedor e o meio empreendedor reflectem para mim nos dias de hoje.

 Eu sinto o empreendedorismo. Não sei se sou dos bons ou dos maus, mas a vontade de querer fazer algo para além do que já está feito está inerente em mim. Daqui parto rapidamente para a premissa que o empreendedorismo não é só o "fazer acontecer" ou "inventar", o empreendedor de sucesso ou de insucesso deve antes de tudo ser munido de ética, moral e bons príncipios.
 Eu pensei em pôr "O empreendedorismo e a precariedade no trabalho" como o tuguises pt II, mas depois pensei que provavelmente isto fosse um problema a uma escala maior que a portuguesa. Contudo, o tugui emperzário isperto nao deicha de ser uma tuguisse.
 Eles denominam-se de empresários, mas um empresário(they say) é um empreendedor(o contrário nem sempre se verifica).Irei nomeá-los com a minha denominação, empreendedores.

 Isto do empreendedorismo tem que se lhe diga. Manda batalhar tudo e todos para chegar a um objectivo, cegando muitas vezes os princípios da dignidade dos empregados que se empregam, numa batalha que (in)directamente se trava contra eles, explorando-os, com baixas despesas face aos lucros(baixos salários), aumento de produtividade(aumento de horas de trabalho) e entre outras manhas que esta malta que a maior parte tem o 4º ano de escolaridade, mas têm todos um PhD em Manhosismo Avançado Aplicado ao Negócio(MAAN)-

Quem são estes "empreendestruídores"? Pegando no final do parágrafo anterior, são pessoas com pouca ou nenhuma escolaridade, com espírito empreendedor, que lutaram para ter uma vida melhor. Até aqui tudo bem.
 Agora o facto de terem pouca escolaridade, estarem inseridos em meios sociais com baixas taxas escolaridade e o objectivo cego de terem uma vida melhor, é a receita perfeita para cozinharmos a precariedade no trabalho. Porquê?
- A pouca escolaridade, fá-los gerir um negócio sem os conhecimentos necessários. O que os faz trabalhar por tentativa e erro, onde quando se erra, tem que se descontar nos trabalhadores, a tal diminuição da despesa.
 Não contratam um especialista(um gestor como por exemplo), porque este pediria um ordenado elevado para aquilo que o empreendedor estaria disposto a oferecer e também sentiria que perdia o controlo do seu negócio ao passar o controlo para alguém mais académico que ele.
- O meio em que está inserido é o ingrediente mágico deste caldo. Porque falamos de pessoas(o empreendedor e o meio) do interior do país ou da costa Algarvia, na faixa etária dos 30-70 anos, que não tiveram acesso ou oportunidade de se formarem.
 É no seu meio que o empreendedor contrata os seus empregados. Apontando uma lupa estereotipada, os empregados são os amigos dele ou familiares que estão desempregados estruturalmente porque também não têm o 12º ano feito, o que os impede de concorrer a mais de 90% de anúncios de trabalho. Com este trunfo, o empreendedor consegue contratar estas pessoas como escravos, porque estas não conseguem empregar-se em mais lado nenhum. Em muitos dos casos o empreendedor até tem um estatuto de santo para os empregados, de "o gajo porreiro que emprega a malta toda", alienados completamente do que são as leis do trabalho. Fazendo um passe para o parágrafo anterior, um gestor formado, nunca aceitaria as condições de trabalho oferecidas, que vou exemplificar num passe em profundidade no parágrafo a seguir.
 Os empregados também têm culpa da sua própria precariedade. Primeiro, porque o facto de não serem competentes o suficiente para o cargo que ocupam na empresa, faz com que a produtividade da empresa diminua, diminuindo assim os lucros e a consequente repartição dos mesmos. Segundo, o esforço brutal que fazem trabalhando 11 horas ao dia sem folgas(eu conheço um casos destes muito bem...), faz com que vejam uma folga como alguma bênção divina que o Santo empreendedor lhes ofereceu, compactuando com a alienação. É como darmos comida a um cão bebé faminto da rua, ele vai seguir-nos até à nossa casa.
- Objectivos cego, acaba por ser um reflexo de uma ambição inspirada na revolta. A revolta de uma infância com poucas luxurias, a revolta de uma adolescência a trabalhar nas mesmas condições que hoje impinge aos seus empregados e a revolta de não ter tido as mesmas oportunidades e facilidades que outras pessoas tiveram na vida.
 Isto será um ingrediente variável, porque eu não sei se todos estes empreendedores são revoltados e isso lhes faz perder a noção da dignidade dos seus empregados, mas conhecendo dois casos destes, posso dizer que a revolta com o seu passado é um elemento presente em ambos e acredito fortemente que não serão casos isolados.

 Agora para acabar, vou destítuir o título de empreendedores que dei durante o texto, porque para mim esse termo não se aplica a pessoas assim(isto no fundo também foi porque era mais fácil nomeá-los assim, para esta treta ter um pico de sentido, e para agora fazer este ending emocionante).
 Um empreendedor para mim, resolve problemas comuns, não cria problemas comuns para solucionar problemas individuais. Um empreendedor é compreensivo e partilha o sucesso, porque ele sabe que sozinho nunca chegaria a lado nenhum. Um empreendedor tem um objectivo individual , tal como todas as pessoas, não tendo ele o direito de moldar os objectivos individuais alheios ao oprimir e alienar os seus colaboradores na procura do seus objectivos individual, abstraindo-as dos objectivos deles. Um empreendedor não é empreendedor se foge aos princípios da boa moral e fé, fazendo o seu trabalho com a consciência que está a desrespeitar a dignidade humana de quem com ele colabora, reconfortando-se com o seu sucesso. Isso para mim, é um merdas. *TAU!*

O "ser rato" substitui um simples Índice de Gini, e isto tem duas interpretações.

 Este tema, tem mesmo muito que se lhe diga, poderia ter sido interrelacionado com a situação económica, com a cultura do nosso mercado de trabalho ou com a disparidade entre níveis educativos presentes no país, decidi pegar na içensia(*spoiler pokemon*Quem é esta palavra? É A ESSÊNCIA!) destes izpertus, onde nem cheguei a espremer a laranja toda, porque este tema dentro do tema também tem panos para mangas.
 Talvez abordarei isto mais tarde com um caso real, com pessoas reais e com empresas reais, garantido-vos que este post não foi um vipe, mas uma aproximação a uma realidade um bocado desconhecida. 11 horas de trabalho, sem folgas.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

TOP 5 gadgets/acessórios "bad ass"

 Mais do mesmo, mas desta vez um (bom) bocado mais para o menos, prometo que da próxima falarei mais a sério sobre bué da cenas.
 Vou transpirar aqui um bocado do geek que sou, até porque nada tenho contra a geekaria moderada. Agora não me venham cá com bd's da Marvel e blusas do Green Lantern, sem ser no Big Bang Theory que essa treta tem piada.
 BS(BEFORE SCRIPT, UM CONCEITO NOVO(mas isto já existe)): Meter fotos nisto daria trabalho e no fundo seria meio impossível porque muitas das merdas que para aqui vou qualificar não teriam a foto que está na minha imagem mental.


5 -  Um rôbô, falante estilo R2D2(Star Wars). Ok, isto não é impossível, porque eu vi documentários no Odisseia e afins, na altura que não havia programas de penhores e de limpadores de neve, que já havia rôbôs falantes que faziam tudo mais alguma coisa! A mim dava-me jeito. Bêbado. Para poder ter conversas aleatórias com alguém que não detenha personalidade júridica.

4 -Um bastão. Um bastão normal, de madeira, com uns pindericalhos marados só para dar ares que pode realmente conter magia dentro dele. Isto será o meu acessório nº1 quando chegar à velhice, porque ter um bastão é muito mais emocionante que ter uma bengala. Uma bengala é mórbido.

3 - Os óculos do Willy Wonka, os verdadeiros. Não há uma razão específica para eu colocar isto aqui, apenas que EU ACHO-OS REALMENTE LINDOS. Já vi à venda no ebay mas não são 100% semelhantes aos do Willy Wonka, daí nunca ter comprado. São fantásticos, irei mesmo dizer que os óculos são Pablo Aimar.

2 - Uma espada, como a do Trunks, se possível com o pentado do Trunks incluído. Esta escolha revela claramente a minha admiração pelo personagem mais bad ass de toda a história do anime. Ele não era forte, nem fraco, tinha sempre algo a dizer nas lutas contra os bosses lixados, sabendo à partida que perdia.
 Vou-me deixar de paneleiragens do Trunks e dizer que a espada em si, também é uma cena do caraças, como por exemplo, uma afronta entre estes dois personagens:
 Fulano Tal - Ai o catano, sou um gajo muita taberneiro quero andar à porrada contigo
 Espadachim Cool - *olhar profundo no Funalo Tal*
Fulano Tal - Ai o camandro tajólhar?
Espadachim Cool - SLING!!!(barulho da espada a sair do sítio de guardar a espada(sítio de guardar a espada...)
  Isto tem um efeito mutilador em qualquer rixa na taberna, na escola ou mesmo em Madagáscar.

1- Dois, fuckin, freakin MOCHOS em cada ombro. Isto é algo transcendente. Ter a capacidade de dominar duas aves de rapina selvagens no ombro enquanto fazemos o nosso dia, enquanto fingimos que eles nos informam sobre qualquer coisa que mais ninguém pode saber ou enquanto os mandamos atacar um grupo de pulhas que queriam roubar uma velhota. Estamos na presença de um super-herói nunca antes inventado, porque isto é literalmente a coisa mais bad ass que Deus, Alá, Buda e a igreja protestante renascentista de Filadélfia nos meteram à disponibilidade.
 Agora podem alegar que já tiveram com uma cobra, um golfinho, uma arara e um mocho ao mesmo tempo no Zoomarine, mas isso não é bad ass. Isso é fazer batota. Estes dois mochos teriam que ser entregues a alguém que estivesse predestinado a grandes feitos, não a uma família inglesa entusiasmada a querer tirar proveito do serviço de fotografia de um parque temático.

sábado, 12 de julho de 2014

Tuguises pt I


  Respeitem a minha falta de inspiração para criar uma entrada memorável na cibernética bloguista, que não sigo de todo,  e aceitem que tudo o que lerem aqui poderia ser facilmente redigido por um indíviduo com chico espertismo de nível mediano-baixo que resida na vossa localidade. 
 Vou puxar daqui da algibeira um olhar sedutor,  um cigarro e um tema meio parvo (tan tan tan TAN): As escolhas pindéricas do consumo dos Portugueses antes da crise!
 Sentem-se e oiçam o interlúdio da cena. Não querendo puxar conteúdo sério para a mesa,  vou só chutar que os Portugueses no final dos 90’s e 00’s tiveram possivelmente o maior rendimento disponível e consequente maior nível de consumo da sua história, mesmo com isto,  o nosso trote não acompanhava o galope Europeu. *Cartão amarelo: por tentativa de seriedade*. Este período concedeu aos tuguis a possibilidade de se consumir coisas para além de bilhetes para a bola ou comes&bebes no café, e com isto vieram as tais escolhas de consumo deploráveis.
Como tudo tem uma consequência,  O Deus do Consumo irado com estas escolhas lançou-nos uma Crise, para nós reaprendermos a consumir como outros povos que ai e tal sim senhor consomem bem, dizendo:”Irás comprar mais marcas brancas, pedincharás mais na tasca e sentirás na pele a dor do juro do Mercedes que compraste à 8 anos”- Salmo 12-54. E cá estamos.
 
 Vamos atirar as culpas para essa classe média mandriona então. Um exemplo gritante e que me arrepia de vergonha alheia, é o mini-bar de madeira na sala, deixem-me ver se “ya know what i´m sayin?”. O mini-bar na sala com 35-40m2, com bebidas que nunca se beberão, com um espelho marado imbutido, facilmente confundido com o mini-bar da Concentra versão adultos e por fim, como os tuguis combinam famelga com pinga, nas prateleiras em que não têm garrafas têm fotografias dos netos/sobrinhos/tios/(e essas merdas todas).  Muitas destas fotografias contam aqueles fundos azuis com estrelas e com aquelas poses  que...*sem descrição possível/error 404*.
  Agora para segundo lugar, tenho as mobílias, quadros, recheio ou artefactos(chamem-lhes o que quiserem). Graças ao Deus do Consumo, chegou o Ikea e a escolha do mobiliário de lá para cá melhorou,  porque  a malta tem menos grana e compra no Ikea que é mais barato e consequentemente menos agressivo para os olhos das visitas de lá de casa, nem tudo é mau. É difícil puxar-vos um exemplo, porque a “bio diversidade” do pinderiquismo nesta área é brutal, mas todos já vimos a coluna romana pintada com dourado vomitado com uns girassóis postiços em cima e os quadros tão desenquadrados que se tivessem ao contrário era melhor.
 Já fiz uma alusão ali em cima a isto, citando o Deus do Consumo que citou Salmo. Isto é um no escape, quando se fala da grande temática das Escolhas de Consumo Dos Portugueses Antes Da Crise(ECDPAC). Estou-me a cagar se toda a gente acha que um carro bom é um most to have, antes de uma licenciatura ou até que uma formação em unhas de gel brasileiras .  Não compreendo  a compra de carros caros, QUANDO o consumo desse bem, IMPLICA comer mal, morar numa barraca, não poder pôr gasolina no carro, não andar com o carro(para não o estragar claro), não poder comprar uma camisola do Aimar, é rídiculo. Um tójó com rendimentos na ordem dos 4.000 mensais, compreende-se que compre um carro que custe à volta dos 25.000, agora um zéca que nem dinheiro tem para festejar com bolos e sacos de oferta de doces o aniversário da filha, NÃO! É literalmente um Crime de Consumo Grave(CCG).


Com certeza que não sou dono e senhor da razão(ou então sou), todos temos direitos às nossas escolhas de consumo(sensíveis às devidas sanções do Deus do Consumo), mas se os tuguis tivessem investido o dinheiro em vês de o gastar em bens(poderei chamá-los de males?), com certeza que hoje estaríamos apenas um bocadinho de nada melhor.
 Todo este clima de consumo e de fácil acesso ao crédito ajudou a que isto acontecesse, misturado com o mau gosto e falta de leccionamento em matérias como a poupança e o investimento, que o nosso país pouco instruído se ressente. Haver uma dinâmica prática de aprendizagem de poupar e investir é fundamental para a saúde económica de uma sociedade tal como ...*Cartão vermelho: acumulação de amarelos ambos por tentativa de seriedade*